sábado, dezembro 23, 2006

:: Recuperação da atividade 9 Grupo Azul


Universidade Federal do Rio Grande do Sul Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Disciplinas: Escola, Cultura e Sociedade ? Abordagem Sociocultural e Antropológica
Nome dos Alunos:Andressa do Canto, Josiane Ferreira Nunes e Roni Zani Pólo:Gravataí
GRUPO AZUL

****EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E TRABALHO
É na prática que o homem deve demonstrar a realidade e o poder de seu pensamento. As circunstâncias fazem mudar os homens e que o educador necessita ser educado. Tem que distinguir suas partes, uma deles colocada acima dela.Quanto ao que se refere ao conteúdo de si próprio, como criaturas cria-se à idéia de que determinadas qualidades são suas criaturas, pouco importando de onde vem, portanto, não necessita desenvolvê-las. Com efeito, apenas se desfaz de uma qualidade através de outra, isto é, do domínio que uma exerce sobre a outra ou sobre as demais. Mas isso só será possível quando esta outra qualidade também possa ser livre para desenvolver-se, principalmente quando as condições matérias do mundo lhe permitem. Graças à divisão do trabalho pode-se se entregar a apenas uma paixão.É absurdo supor-se satisfazer uma paixão isolando-a de todas as outras, que seja possível satisfazê-la sem se satisfazer a si próprio como indivíduo vivo integral. O mal não está, de forma nenhuma, na consciência ou na ?boa vontade?, nem na falta de reflexão sobre o conceito de qualidade própria, como imagina Marx. A causa está na evolução e na conduta empírica do indivíduo que, por sua vez, dependem das condições universais. Se as circunstancias em que este indivíduo evoluiu só lhe permitem um desenvolvimento unilateral, de uma qualidade em detrimento de outras, se apenas lhe fornecem os elementos matérias e o tempo propícios ao desenvolvimento desta única qualidade, este indivíduo só conseguirá alcançar um desenvolvimento unilateral mutilado. E não há práticas morais que possam mudar este estado de coisas. O modo de desenvolvimento desta qualidade privilegiada depende da matéria posta à sua disposição para que se desenvolva e da medida em que todas as restantes foram mantidas abaixo da média. Portanto, é inútil que o indivíduo se vá a uma longa reflexão sobre o pensamento em si para poder declarar que o seu pensamento é verdadeiramente o seu próprio pensamento, a sua propriedade, pois o pensamento é seu, o seu próprio, um pensamento determinado particularmente. Já São Sancho revelou ser justamente o contrário, uma individualidade em si, num indivíduo cuja vida abranja uma larga escala de atividades diversas e de relações práticas com o mundo, e tenha uma vida multiforme, o pensamento assume o mesmo caráter de universalidade que todos os outros passos dados por este indivíduo. O pensamento é sempre um momento da vida total do indivíduo, que ora de desvanece, ora se reproduz, conforme a necessidade. Em contrapartida, num indivíduo isolado, que sente necessidade de pensar, o seu pensamento toma uma feição abstrata como ele mesmo e a sua própria existência. Num indivíduo desse gênero, os escassos desejos que nele subsistem ainda, manifestam-se apenas em ricochete, no âmbito do seu desenvolvimento limitado. É mais do que evidente que um pensamento de um professor de escola só possa refletir este fato empírico a maneira dos professores, tornando-o objeto de lucrubações várias. Agora, em que medida o desenvolvimento destas qualidades é local ou universal? Isto depende da evolução do mundo e da sua participação, ele e a localidade onde vive.Tudo o que o nosso santo consegue nas suas laboriosas reflexões sobre as suas próprias paixões e qualidades são perder todo o prazer e toda a satisfação que possa ter nelas, a força de rebuscar histórias e de se debater com elas.O limite da emancipação política se manifesta imediatamente no fato de que o Estado possa liberar-se de um limite sem que o homem libere-se realmente dele, que o Estado possa ser um Estado livre sem que o homem seja um homem livre. O próprio Bauer reconhece isto quando estabelece que o Estado pode ter-se emancipado da religião mesmo quando a maioria continua sendo religiosa. O homem se libera através do Estado, libera-se de uma barreira ao colocar-se em contradição consigo mesmo, ao sobrepor-se a esta barreira de um modo abstrato e limitado, de um modo parcial. O Estado é o mediador entre o homem e a liberdade do homem. Assim como Cristo é o mediador em quem o homem descarrega toda sua divindade, toda sua servidão religiosa, o Estado é também o mediador ao qual desloca sua não-divindade, toda sua não servidão humana.Pensar e ser estão diferenciados e ao mesmo tempo em unidade um com o outro. A morte parece ser uma dura vitória do gênero sobre o indivíduo e contradizer a unidade de ambos; porém, o indivíduo determinado é somente um ser genérico determinado e, enquanto tal, mortal.A propriedade privada nos tornou tão estúpidos e unilaterais que um objeto somente é nosso quando o temos, quando existe para nós enquanto capital ou quando é imediatamente possuído, comido, bebido, vestido, habitado; ou seja, utilizado por nósEm lugar de todos os sentidos físicos e espirituais apareceu, assim, o simples estranhamento de todos estes sentidos, o sentido de ter. O ser humano tinha de ser reduzido a esta absoluta pobreza para que pudesse iluminar sua riqueza interior.A superação da propriedade privada é a emancipação plena de todos os sentidos e qualidades humanos, porém, é esta emancipação precisamente porque todos estes sentidos e qualidades tornaram-se humanos, tanto no sentido objetivo quando no subjetivo. Necessidade e gozo perderam com isso sua natureza egoística e a natureza perdeu sua utilidade pura, ao converter-se a utilidade em utilidade humana.Quando se considera a sociedade como um só indivíduo, o trabalho necessário abarca a soma de todas as funções particulares da atividade, independentes graças à divisão do trabalho. Todas estas necessidades se reduzem a uma quantidade determinada de trabalho aplicado com fins diversos e gasto em atividades particulares. O tempo de trabalho suscetível de ser utilizado desta forma depende da quantidade de forças de trabalho (do conjunto de indivíduos aptos para o trabalho na sociedade) e do desenvolvimento das forças produtivas do trabalho (do conjunto de produtos ou valores de uso, que podem criar num tempo todo). Quando falamos de tempo de trabalho necessário é porque os diversos ramos autônomos do trabalho aparecem como necessários.Esta necessidade é variável, posto que tanto as necessidades como os produtos e as diversas capacidades de trabalho foram criadas pela produção em quantidades mais ou menos grandes. Quanto mais necessárias parecem às necessidades históricas, criadas pela produção social e dependentes dela, maior é o grau de desenvolvimento da riqueza real. A substância desta está composta unicamente das diversas necessidades.Ainda que esteja limitado por sua natureza, o capital tende a um desenvolvimento universal das forças produtivas e chega a ser a premissa de uma força de produção nova que não estará baseada em um desenvolvimento das forças produtivas, tendendo simplesmente a reproduzir ou a ampliar a base existente, senão cujo desenvolvimento livre, sem obstáculos, progressivo e universal das forças produtivas será a condição da sociedade e, portanto, de sua reprodução, e onde a única premissa Será a superação do ponto de partida.A universalidade do indivíduo não se realiza já no pensamento nem na imaginação, está viva em suas relações teóricas e práticas. Encontra-se, pois, em condições de apreender sua própria história como um processo e de conceber a natureza, com a qual forma realmente corpo, de maneira científica. Porém, é evidente que tudo isso exige o pleno desenvolvimento das forças produtivas como condições da produção: é preciso que as condições de produção determinadas deixem aparecer como obstáculos ao desenvolvimento das forças produtivas.O capital forma-se a partir das condições do trabalho livre. A separação do indivíduo das condições de produção do trabalho significa o agrupamento de um elevado número de operários ao redor de um só capital. Esta progressão social forma um todo com o capital e este a explora profundamente. Todas as formas anteriores de propriedade condenam a maior parte da humanidade a ser escrava, puro instrumento de trabalho. A evolução histórica e política, a arte, a ciência, se desenvolvem nas altas esferas acima dessa massa trabalhadora. O capital começa por fazer prisioneiro o progresso histórico e o coloca a serviço da riqueza.?Trabalharás com o suor de teu rosto? é a maldição que Jeová lançou a Adão e é a maneira pela qual Adam Smith concebe o trabalho. O repouso seria, em troca, o estado correspondente à liberdade e a felicidade. Smith não duvida que um indivíduo que se encontra em ?um estado normal de saúde, de força e de vigor intelectual? tenha necessidade de interromper seu repouso para levar a cabo uma quantidade normal de trabalho.Parece que a quantidade de trabalho a ser produzido está determinada pelas condições anteriores, pelo fim a ser alcançado e pelos obstáculos que o trabalho deve superar. Porém, o que Smith ignorará sempre é que a atividade da liberdade consiste precisamente em superar esses obstáculos e que é preciso, além do mais, despojar os fins exteriores de seu caráter de pura necessidade natural para estabelecê-los como fins, que o indivíduo fixa a si mesmo, de modo que cheguem a ser a realização e a objetivação do sujeito, ou seja, a liberdade real, cuja atividade é o trabalho.Tem razão quando diz que, em suas formas históricas ? escravidão, servidão e assalariado ? o trabalho não deixa de ser repugnante, porque é trabalho forçado, imposto a partir do exterior e frente ao qual o não-trabalho é ?liberdade e felicidade?.


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